| Foto: Engº Marcos Romano |
Há muitos anos trabalho com acessibilidade, tendo participado de algumas revisões da NBR 9050, a norma técnica sobre a matéria e da Comissão Permanente de Acessibilidade, da Prefeitura de SP. Há muito mais tempo me interesso pelo meio urbano.
Paulistano de nascimento, as cidades sempre me fascinaram. As ruas, o casario, as pessoas, os veículos, a arborização, enfim, tudo o que se relaciona ao meio urbano gera meu interesse. Talvez por isso eu tenha optado por fazer arquitetura e urbanismo ao invés de seguir outras carreiras que, aos olhos de quem me conhecia à época, pareceriam mais óbvias.
Esse constante interesse pela urbe norteia, por exemplo, o meu modo de viajar. Sempre prefiro ir de carro, me hospedar em alguma cidade não necessariamente turística e circular, principalmente a pé, mas também de carro ou ônibus pelas suas ruas, observando as construções, as calçadas e seus equipamentos, os pedestres e sua relação com o espaço onde caminham e com o trânsito de veículos.
Nos estudos que fiz, seja por necessidade profissional, seja pelo mero interesse pessoal e curiosidade, uma coisa ficou clara: as calçadas no Brasil são um problema. Um grande problema, eu diria. Não apenas nas grandes metrópoles, mas em todas as cidades que tenho notícia, sempre vejo relatos de problemas com as calçadas. Seja a falta de nivelamento, a pavimentação inadequada ou inexistente, a manutenção precária, a instalação de equipamentos impróprios, a invasão do espaço por estabelecimentos comerciais, por veículos, por camelôs, por lixo, enfim, esse espaço destinado ao trânsito de pedestres é a parte mais desrespeitada do meio urbano.
Daí surgiu a idéia de fazer este Blog. Aqui serão mostrados os bons e os maus exemplos não apenas das calçadas, mas de tudo aquilo que compõe o caminho dos pedestres e o que é visto e sentido neles. Opiniões e contribuições serão extremamente bem vindas.
Ruy, quero parabenizá-lo por esta relevante iniciativa e, na medida do possível, contribuir com o propósito.
ResponderExcluirAfinal, não seriam as calçadas, dentro do contexto urbano, a garantia mínima do nosso ir e vir?
Abraço!